História, características e importância da Língua Brasileira de Sinais
A Libras (Língua Brasileira de Sinais) é a língua de sinais utilizada pelas comunidades surdas do Brasil. É uma língua natural, com estrutura gramatical própria, que não é simplesmente uma versão sinalizada do português, mas sim um sistema linguístico completo e independente.
Reconhecida oficialmente pela Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, a Libras é considerada o meio legal de comunicação e expressão das comunidades surdas brasileiras.
O educador francês Ernest Huet chegou ao Brasil a convite de D. Pedro II e fundou a primeira escola para surdos do país, o Imperial Instituto de Surdos Mudos (atual INES).
O Congresso Internacional de Educação de Surdos proibiu o uso de línguas de sinais na educação, priorizando o oralismo. Isso gerou quase 100 anos de repressão às línguas de sinais.
Pesquisas linguísticas comprovaram que as línguas de sinais são línguas naturais e completas, com toda a complexidade das línguas orais.
A Lei nº 10.436 reconheceu oficialmente a Libras como meio legal de comunicação e expressão das comunidades surdas brasileiras.
O Decreto nº 5.626 regulamentou a Lei de Libras, estabelecendo diretrizes para seu ensino, formação de profissionais e inclusão da disciplina nos cursos de formação de professores.
A Libras permite que pessoas surdas participem plenamente da sociedade, acessem informações, educação e serviços públicos.
A língua de sinais é fundamental para a identidade e cultura das comunidades surdas, sendo um patrimônio cultural imaterial.
Estudantes surdos que têm acesso à educação em Libras apresentam melhor desempenho acadêmico e desenvolvimento cognitivo.
O conhecimento de Libras abre portas para carreiras como intérprete, professor e diversos campos da acessibilidade.
* Fonte: IBGE — Censo 2010